20.1.09

Saudade


Demos como adquirido o agora perdido

desejámos o tido mas não o possuído.

Lembrámos o passado, o querido, o tocado

mas perdemo-nos nas memórias, nas lembranças que ficaram.


Fabricámos uma história escrita pelo fado

recuámos muitas vezes com receio do inesperado.

Fugimos para outra instância irradiada por nós

mas vivemos e sentimos o que perdurará atroz.


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